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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Resultado ruim para o São Paulo e lucrativo para o Corinthians

No 0 a 0 do Majestoso faltou vontade ao São Paulo. Contra um Corinthians em crise técnica e de relacionamento, dentro do Morumbi, o Tricolor não podia ter deixado a oportunidade passar.

Motivos para motivar o elenco são-paulino não faltavam. Além de sua torcida ser maioria no estádio, o São Paulo poderia se consolidar como concorrente ao título, se distanciar do maior rival o afundando na crise e vingar os 5 a 0 sofridos no primeiro turno da competição, no Pacaembu.

No entanto, a equipe comandada por Adilson Batista não soube traduzir em vitória todos os fatores que teve a seu favor. Além de sangue nos olhos, faltou um homem de área.

Quanto ao Corinthians, a intenção era clara: fazer uma partida segura e, se alguma chance aparecer, fazer o gol. A oportunidade apareceu duas vezes. Uma com Emerson, que errou o cabeceio na risca da pequena área, e outra em contra-ataque puxado por ele e desperdiçado por Willian.

Nessa hora, quase se repetiu o que aconteceu contra o Palmeiras, pelo Paulista. Após ser eliminado pelo Tolima na Pré-Libertadores e sofrer com a revolta dos torcedores, o Corinthians cheio de desfalques venceu o seu rival histórico por 1 a 0, com um gol nos instantes finais marcado por Alessandro.

MIMADOS

No clássico chocho, chamou a atenção a mesquinhez de alguns atletas.

Um deles foi Cícero, que ao ser substituído por Rivaldo — jogador que já foi eleito o melhor do mundo, diga-se de passagem —, fechou a cara e evitou cumprimentar Adilson Batista.

O bicudo do Corinthians foi Jorge Henrique, que fez cara de poucos amigos quando foi chamado por Tite para entrar nos minutos finais do jogo.

Será resquício do afastamento do seu amigo Chicão? Os dois são bem próximos. Ao marcar um gol de pênalti contra o Grêmio, o então capitão correu para abraçar Jorge Henrique, barrado pelo treinador. Chicão também revelou sua afinidade com o polivalente atacante em entrevista dada ao Globoesporte.com, na quarta-feira.   

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Chicão está destruindo tudo o que construiu


Ia deixar para falar sobre o clássico entre São Paulo e Corinthians amanhã, mas devido à notícia de que Chicão pediu para não ser relacionado para o jogo e foi prontamente atendido pela comissão técnica, vale algumas observações:

  1. Qualquer profissional, independente de sua ocupação, pode passar por uma má fase. Com Chicão não é diferente;
  2. Não foi só o Chicão que caiu de produção nas últimas rodadas. Foi praticamente a equipe toda;
  3. Não acho que Tite, ao por Chicão no banco, tenha obedecido ordens ou queira queimar o jogador. Mas com certeza a opinião pública contrária ao zagueiro neste momento pesou em sua decisão;
  4. O maior problema é não saber lidar com as cobranças. Como capitão, mesmo no banco de reservas, Chicão deveria estar ao lado do grupo que fará, devido a tudo o que está acontecendo, a sua partida mais difícil e importante no Campeonato Brasileiro de 2011;
  5. Chicão é praticamente um ídolo da torcida corinthiana, mas está conseguindo destruir tudo o que construiu no clube. O seu pedido de dispensa para o jogo de hoje a noite ainda vai dar o que falar;
  6. Se eu tivesse que apostar tudo o que tenho em um vencedor no clássico de hoje, apostaria no São Paulo. Se eu perdesse, ao menos seria um pobre feliz.
Vale ressaltar que, segundo a nota oficial publicada no site do Corinthians, Chicão pediu para ser cortado da partida para que pudesse treinar e, assim, recuperar a sua melhor condição. Versão embasada pelo próprio atleta em uma entrevista rápida que deu ao Lance!, hoje.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Tite precisa renascer mais uma vez. Falta de opções e estatística o mantém no cargo

Andrés Sanchez banca a permanência de Tite até o termino do seu mandato, em dezembro deste ano. Sua posição vai contra o que pensa boa parte de seus conselheiros mais próximos e, agora, a torcida, que hostilizou o treinador durante a derrota para o Santos (estou levando em conta a vaia dos torcedores que estiveram no jogo e protestaram das arquibancadas. Não o “protesto” de alguns que tentaram invadir o vestiário, após a partida. Isso é coisa de gente, no mínimo, ignorante).

Não penso que Tite possa ser considerado um treinador top de linha. É mediano. Mas se há algo que marca a sua segunda passagem pelo clube, é o poder de reação apresentado em meio às crises. Ele teve um ótimo início, tentando recuperar um título perdido pelas loucuras táticas de Adilson Batista e pela apatia de alguns atletas. O gaúcho de Caxias do Sul não conseguiu o caneco, mas terminou o ano invicto.

Em 2011, viu sua equipe passar vergonha ao ser eliminada pelo colombiano Tolima, na Pré-Libertadores. Também perdeu jogadores importantes, como Ronaldo, Roberto Carlos e Jucilei. Mesmo assim, conseguiu recuperar o grupo e o levou até a final do Campeonato Paulista.

Com a perda do título para o Santos, foi reaberta a temporada de criticas ao treinador. Mas ele mais uma vez rebateu com estilo e fez o Corinthians atingir mais de 90% de aproveitamento no início do Brasileiro.

Agora, com a queda vertiginosa e a derrota para o Santos, Tite está de novo na berlinda. Cabe a ele aproveitar a sequência de jogos importantes, a começar pelo clássico contra o São Paulo, para responder mais uma vez aos seus críticos. Senão, mesmo que não seja demitido após uma eventual derrota para o Tricolor (devido à rivalidade),  Tite não deve aguentar a pressão.

AUSÊNCIA DE NOMES E ESTATÍSTICA


Além de simpatizar com o treinador e achar que a culpa pelo recente fracasso corinthiano (sim, aqui no blog eu escrevo “corintiano” com “h”) é dos atletas, o que faz Andrés segurar Tite no cargo é a ausência de um grande treinador disponível no mercado.

As estatísticas também devem fazer o presidente alvinegro apostar na manutenção do técnico. De acordo com o blog do PVC, em quarenta Campeonatos Brasileiros, 29 vezes o campeão teve o mesmo técnico do início ao fim da campanha.

Por curiosidade, o Corinthians já nadou contra esta estatística. Em 2005, quando se sagrou penta campeão nacional, o clube teve três comandantes durante a competição: Daniel Passarela, Márcio Bittencourt e Antônio Lopes.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Manobra 1987

A CBF acaba de anunciar que reconhece o Flamengo como campeão brasileiro de 1987. Agora, o Sport Recife e o Rubro-negro carioca podem se considerar campeões legítimos daquele ano: o primeiro no torneio organizado pela CBF e o segundo no feito pelo Clube dos 13, que envolveu as principais equipes do país.

O reconhecimento por parte da CBF é justo. O problema é que, ao reconhecer o título, Ricardo Teixeira, presidente da entidade, garante mais um grande clube, além do Corinthians, como aliado na luta para rachar o Clube dos 13.

Uma grande batalha envolvendo a venda dos direitos de transmissão dos campeonatos brasileiros de 2012 a 2014 ameaça ruir o Clube dos 13. De um lado, está a maioria das agremiações pertencentes ao grupo, que defende que o Clube dos 13 negocie os direitos com a rede de TV que oferecer mais (o lance mínimo é de 500 milhões) e que o valor seja dividido de maneira igual para todas as equipes da Série A. Outra ala, influenciada por Ricardo Teixeira e liderada por Andrés Sanches, presidente do Corinthians, e agora, ao que tudo indica, apoiada pelo Flamengo, quer que cada clube negocie sua cota individualmente com qualquer rede de TV, o que favorece a Globo e, consequentemente, aos clubes de maior torcida.

Por isso, muito mais do que fazer justiça, Ricardo Teixeira, ao reconhecer o Flamengo como Campeão Brasileiro de 1987, realiza uma verdadeira manobra política a fim de atender seus interesses.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Matéria da Record traz acusações sobre a gestão de Andrés Sanches

Neste sábado foi ao ar no programa Esporte Fantástico, da TV Record, uma reportagem feita pelo jornalista Roberto Thomé que aborda os motivos que levaram o Corinthians a entrar em crise. Na matéria, são ouvidos os conselheiros Paulo Garcia e Osmar Stabille (opositores da gestão Andrés Sanches), além do jornalista e blogueiro Paulinho, do Blog do Paulinho.

Dentre as acusações mais pesadas, Paulinho diz que Ronaldo e Roberto Carlos quase foram agredidos por um diretor do clube no voo de volta para São Paulo, após a eliminação para o Desportes Tolima, e que Andrés Sanches vive de negociar jogadores, o que explicaria as transações no mínimo estranhas dos direitos econômicos de jogadores como Jucilei e Jô.

Confira a matéria na intregra.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Renovação e transparência?

Acabo de ler no portal do diário Lance! que o Corinthians negociou os 50% de que tinha direito sobre Jucilei. Os outros 50% pertencem ao Corinthians Paranaense. Quem confirmou a informação foi Joel Malucelli, presidente do clube do Paraná, e os agentes que cuidam da carreira do volante.

De acordo com o jornal, caso Jucilei seja negociado com o Anzhi Makhachkala, da Rússia, que ofereceu cerca de R$ 24 milhões pelo jogador, ao invés de receber R$ 12 milhões, o Alvinegro receberá apenas R$ 2 milhões, valor desembolsado para trazê-lo em 2009.

Procurado pela reportagem do Lance!, Andrés Sanches não atendeu aos telefonemas e, por meio da assessoria de imprensa do clube, disse que nenhum time dá detalhes sobre os negócios que faz. Logo ele que adotou o lema Renovação e transparência na campanha que o levou à presidência do Corinthians. A negocição só será esclarecida, de acordo com Andrés, caso Jucilei seja de fato vendido.

Não se sabe o valor que o Corinthians cobrou dos investidores, que também não foram revelados, pela aquisição dos 50% dos direitos econômicos do atleta, mas, certamente, não chega ao mesmo montante que receberia caso os vendesse diretamente para os russos.

EM TEMPO

Outra transição esquisita, envolvendo o atacante Jô, também causou desconfiança na torcida corinthiana e imprensa. Um pouco antes do atleta revelado pelo Corinthians e que atuava pelo CSKA Moscou ser negociado com o Manchester City, Andrés vendeu a parte que o Corinthians teria direito para um empresário. O problema é que o valor pago pelo empresário foi bem menor do que a bolada que o clube receberia do CSKA, caso não vendesse sua parte antes.

Até onde se sabe, o único beneficiado pela manobra foi o empresário.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Politicagem no futebol

Somente sentindo um amor doentio -- que confesso sentir -- para o torcedor não se enojar e se afastar do futebol.

Partilho da idéia de que generalizar é um dos maiores erros do ser humano, sobretudo da imprensa. Mas muitas vezes é difícil não pensar que as pessoas envolvidas no futebol se importam com muitas coisas, menos com o sucesso do clube de futebol ou seleção que dirigem, dirigiram ou pretendem dirigir.

Explico: a oposição do Santos, aproveitando-se da notícia revelada por Andrés Sanches, presidente do Corinthians, e confirmada por Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, presidente do Santos, de que o DIS (detentor de 45% dos direitos econômicos do Ganso) ofereceu o meia para o Corinthians no ano passado, plantou a notícia de que o mesmo DIS havia vendido a parte de que tem direito sobre o atleta para o clube do Pq. São Jorge por pura "birra" com a diretoria santista.

Essa não é a primeira vez, e nem será a última, que isso acontece no futebol. Basta lembrar da eterna briga política palmeirense (enquanto o clube não conquista nada importante há mais de dez anos) e a saída de Zico do Flamengo, no ano passado.

Politicagem e futebol, definitivamente, não combinam.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Obrigado, Ronaldo


14 de fevereiro de 2011. Este dia ficará marcado para sempre na história por ter sido o escolhido por Ronaldo para anunciar o fim de sua fenomenal carreira. Muitos vão dizer que ele merecia um final mais honroso -- e de fato merece --, mas não é hora para isso.

Embora sua última imagem como atleta profissional seja a de um atacante pesado, sem mobilidade, vendo o clube que defende ser eliminado pelo Desportes Tolima na Pré-Libertadores de maneira vergonhosa, Ronaldo merece todas as homenagens de um atleta que passou por gravíssimas lesões e que mesmo assim colecionou títulos e gols magníficos.

Sua entrevista de despedida ao futebol, transmitida ao vivo por quase todos os canais da TV aberta e com grande destaque na mídia internacional, foi tão ou mais emocionante do que sua carreira.

Destaco duas partes: quando declara sofrer, há quatro anos, de hipertiroidismo -- doença na glândula tireóide que desregula o metabolismo e que, entre outras sequelas, resulta no aumento da massa corpórea -- e sua emoção ao definir a torcida do Corinthians.

"Quero agradecer, em especial, à torcida do Corinthians, porque eu nunca vi uma torcida tão empolgante, tão apaixonada, tão entregue a um time de futebol. Por certo que algumas vezes a cobrança por resultados torna essa torcida um pouco agressiva, um pouco fora de controle, mas algumas vezes eu já tinha falado que não imaginava ter vivido sem o Corinthians."

Embora o corinthiano possa ter sentido raiva dele na vexatória e humilhante derrota na Pré-Libertadores, não há como negar a genialidade e o carisma de Ronaldo. Muito menos a sua importância na divulgação do Alvinegro paulista por todo o mundo.

Não é exagero algum dizer que existe um Corinthians antes e depois do Ronaldo.

Resta à Fiel agradecer e torcer para que ele seja feliz.



Quase dois anos atrás...

Posto aqui um texto escrito neste blog sobre o Fenômeno em maio de 2009.

Simplesmente fenomenal!




Era sexta-feira bem cedo. Não teria aula na faculdade a noite, e a ansiedade pela chegada do final de semana fez com que eu acordasse de bom humor.
Quando ainda me arrumava, pensei: "vou comprar o Lance! hoje". Mesmo sem saber qual seria a capa, mesmo não tendo nenhum jogo importante no dia anterior...enfim, decidi que iria comprar o jornal.
Ao chegar a banca que fica próxima a estação de trem, me surpreendi com uma capa que dizia mais ou menos assim: "Ronaldo perto do Timão". Ri sozinho e pensei se aquela capa com algo tão "ilusório" valeria meus míseros R$ 1,25. Comprei o jornal.
Li e achei tudo uma baboseira. Pensei que fosse matéria para vender jornal e confesso que torci muito para o Ronaldo não vir para o Corinthians.
Esse pobre estudante de jornalismo achou que a presença dele faria mal ao grupo de Mano Menezes. Sem contar que já não acreditava em Ronaldo, não pelo seu futebol, mas pelos escândalos de sua vida pessoal.
Pois é. Ronaldo de fato assinou com o Corinthians. Ao contrario do que pensei, ele se empenhou nos treinamentos, se integrou bem ao grupo e o mais importante: voltou a nos brindar com o seu futebol!
No seu segundo jogo pelo Corinthians, o clássico contra o Palmeiras, Ronaldo começou no banco. Recordo que quando o Timão tomou o gol, falei - entenda profetizei - para o meu irmão: "O Mano tem que por o Ronaldo. Tudo bem que ele está gordo e sem ritmo, mas o cara é predestinado, é capaz de entrar e fazer um gol". E que gol, que comemoração, que repercussão...enfim, que fenomenal!
O resto todos já sabem, e pode ser resumido pelos dois gols contra o Santos. Ronaldo é diferente de tudo o que já vi passar pelos gramados brasileiros. Seu futebol é coisa de outro mundo, transcende a um time, é maior que qualquer rivalidade...futebol e carisma como o dele, foram vistos em poucos, pouquíssimos jogadores. Não é absurdo nenhum compará-lo a Pelé, pois o efeito que causa na mídia, nas torcidas e no mundo são dignas do Rei do futebol.
     

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Homenagem ao Centenário Corinthians

Abaixo, posto uma matéria que escrevi para uma revista que meu grupo está produzindo na faculdade. Para tal, entrevistei o jornalista e professor Celso Unzelte, maior referência no planeta quando o assunto é Corinthians, e republiquei declarações do Dr. Sócrates, ex-jogador do Timão.

O tema merece um texto bem maior. No entanto, o limite imposto pelas páginas impressas me obrigaram a escrever menos.

Se tiverem tempo, deem uma olhada.

ÉS DO BRASIL O CLUBE MAIS BRASILEIRO
Centenário Corinthians, que nasceu para se opor a elite que dominava o futebol, é um dos poucos clubes grandes com origem humilde
Foto: Ivan Pagliarani
 
Quando o radialista Lauro D’Ávila, em 1951, compôs o hino do Corinthians, talvez ele ainda não tivesse a noção exata de que o final do verso “Corinthians grande, sempre altaneiro. És do Brasil, o clube mais brasileiro” se tornaria tão real. Na época, o alvinegro do Parque São Jorge já era a equipe de futebol mais popular no Estado de São Paulo, no entanto, sua fama ainda era pouco difundida em todo o território nacional. Hoje, depois de quase cinquenta anos que a letra do hino foi escrita, o time que comemorou seu centenário neste ano conta com cerca de 30 milhões de torcedores fiéis não a títulos, craques ou estádio, mas sim a história de luta e garra de um clube que foi construído pelo povo.
  
Trazido da Inglaterra por Charles Muller em 1894, o futebol tinha, até meados da década de 30, seus principais times dominados pela elite. Para defendê-los, os atletas deveriam preencher a dois requisitos básicos: pertencer às altas classes sociais e ser de raça branca. No Corinthians era diferente. O clube foi o primeiro entre os grandes do Estado a banir essa prática, já que, desde sua origem, a única exigência para vestir a camisa alvinegra era demonstrar que tinha amor a ela, seja o jogador branco, negro ou estrangeiro.
 
Origem humilde
O Sport Club Corinthians Paulista, cujo nome homenageia o inglês Corinthian-Casuals - time que excursionou no Brasil durante aquela época e que venceu equipes do Rio de Janeiro e de São Paulo -, foi fundado na noite de 1º de setembro de 1910 por cinco trabalhadores humildes: o sapateiro Rafael Perrone, o motorista Anselmo Correia, o trabalhador braçal Carlos Silva e os pintores de parede Joaquim Ambrósio e Antônio Pereira. Reunidos na esquina da Rua dos Italianos com a José Paulino, iluminados pela luz de um lampião e rodeados por alguns moradores do bairro, dificilmente eles imaginavam a dimensão que aquele ato tomaria.

O único objetivo desses trabalhadores era o de criar uma opção de lazer para os sofridos operários e moradores do bairro. É o que explica o jornalista e historiador Celso Unzelte, que, dentre outras obras, é autor do livro Almanaque do Timão e co-roteirista de Todo Poderoso: O Filme - 100 anos de Timão. “O time nasceu pela vontade inicial de cinco operários do bairro paulistano do Bom Retiro, que de início pretendiam apenas jogar futebol na várzea. No entanto, eles acabaram criando um verdadeiro fenômeno social.” Segundo o jornalista, quase nenhum grande clube brasileiro tem a origem humilde, assim como o Timão. “O Vasco, do ponto de vista da oportunidade dada a jogadores de classes sociais mais humildes, teve um começo no futebol semelhante ao do Corinthians”, explica Unzelte. “Mas, a maioria dos clubes brasileiros, principalmente os maiores, está ligada as altas classes sociais.”
 
Foto: Ivan Pagliarani 
Depois de três anos de bons resultados na várzea e de uma popularização incomum, o Corinthians foi convidado, em 1913, para participar da liga oficial, a Liga Paulista de Foot-Ball, o que significou uma vitória e tanto para o povo.  A mudança, em 1916, para o Parque São Jorge, na região do Tatuapé, Zona Leste de São Paulo, ajudou ainda mais na popularização do clube. “Foi um feliz casamento do clube destinado a ser o mais popular com a região mais populosa de São Paulo”, diz Celso Unzelte.

Sofredor, graças a Deus
Um fator característico do Corinthians e, principalmente de seu torcedor, é o sofrimento. Dentre os quatro grandes de São Paulo (Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo), o Alvinegro é o único que não ganhou uma Taça Libertadores da América. Seu primeiro título de dimensão nacional só aconteceu em 1990, quando conquistou o Campeonato Brasileiro. Além disso, entre 1954 e 1976, o clube não ergueu um troféu sequer. Mesmo assim, a torcida só cresceu. “Nada explica a Fiel Torcida. Na época do jejum de títulos houve uma polarização: quem gostava de futebol para ganhar, torcia por clubes como Santos e Palmeiras. Quem se comovia com o drama corintiano, ficava do lado do Timão. E esses não foram poucos”, conta Unzelte.
 
O ex-jogador Sócrates, que vestiu a camisa alvinegra na década de 80, também tem sua teoria para explicar a Fiel Torcida. “O corintiano é o brasileiro. É aquele que é derrotado em um dia, que ganha no outro, mas que nunca perde o amor pela vida e, neste caso, pelo Corinthians”, afirmou em depoimento ao Todo Poderoso: O Filme - 100 anos de Timão.
 
Política em campo                                             Foto: Globoesporte.com 
O mesmo Sócrates faz parte de um movimento que enche o torcedor alvinegro de orgulho: a Democracia Corintiana. Liderado por ele, Wladimir e Casagrande, no início dos anos 80, o movimento apoiou o voto direto no país e fez com que o clube desse direito aos atletas de opinarem e decidirem sobre todas as ações do departamento de futebol. “Foi uma tentativa de reproduzir no futebol os anseios de liberdade que já vinham ganhando espaço na sociedade brasileira. A Democracia ainda ajudou em uma maior nacionalização do Corinthians, mais fora de campo do que dentro dele, uma vez que não rendeu títulos nacionais”, explica Celso Unzelte. Sócrates define a mensagem que os atletas passaram da seguinte forma: “Conseguimos provar que qualquer sociedade pode e deve ser igualitária e que podemos abrir mão dos nossos poderes e privilégios em prol do bem comum.” 
 
Em sua política interna, assim como o Brasil, o Corinthians também teve momentos nebulosos. Foi assim nas gestões ditatoriais de Wadih Helu (entre 1961 e 1971) e de Alberto Dualib (de 1993 a 2007), que por meio de acordos políticos se perpetuaram durante anos na presidência do clube. Foi durante a gestão de Dualib que foi firmada a parceria com o grupo de investidores MSI (Media Sports Investiment), que levou o clube às páginas policiais e que culminou no rebaixamento, em 2007, para a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro. No entanto, apoiado no lema “Eu nunca vou te abandonar”, criado pela torcida, o clube se reergueu e segue trilhando seu caminho de sofrimento, devoção, mas também de muitas alegrias.
 
MARCAS HISTÓRICAS
 
Primeiro Gol
Luís Fabbi marcou o primeiro gol da história do Alvinegro. Foi na vitória por 2 a 0 em cima do União da Lapa, no dia 14 de setembro de 1910.
 
Maior Artilheiro
Cláudio Christovam de Pinho, ou simplesmente Cláudio, defendeu o clube por 554 partidas (entre 1945 e 1957), balançando as redes por 306 vezes.
 
Recordistas de jogos
O lateral-esquerdo Wladimir vestiu a camisa alvinegra em 806 partidas (de 1972 a 1983), tornando-se o jogador que por mais vezes defendeu o clube.
 
Colecionador de títulos 
Cabe a Marcelinho Carioca o feito de ser o atleta que levantou mais títulos pelo clube. Ao todo, foram dez canecos em oito anos.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Sobre o pênalti de Gil em Ronaldo

                                Foto: Ricardo Trida (Agência Estado)

Quando Ronaldo caiu e o árbitro Sandro Meira Ricci levou o apito à boca para assinalar a penalidade, pensei: “eu não marcaria”.

Depois, revendo o lance em diversos ângulos e lendo e ouvindo alguns comentários, me convenci de que foi pênalti. Daqueles que se o juiz apita, o perdedor chora. Daqueles que se o apitador não marca, o que caiu também chora. Mas que foi pênalti, foi.

O ótimo Paulo Calçade é um dos que melhores mostraram o porquê do Ricci ter marcado a falta. O texto postado em seu blog é curto. Clique e leia.

Juca Kfouri, um jornalista de idoneidade acima de qualquer suspeita, também trata do assunto. Leia o que ele escreveu.

Felipão e Carpegiani, treinadores dos maiores rivais, também dariam. As matéria foram publicadas no Globo Esporte.com.

OS CONTRÁRIOS

Os também ótimos jornalistas esportivos Mauro Cezar Pereira e Victor Birner são contrários a marcação do pênalti. No entanto, como pode ser percebido nos textos linkados nos nomes deles, o que eles questionam é a regra que rege o futebol e não a marcação em si. Até porque, no texto do Calçade, a regra que dá respaldo a marcação do árbitro é devidamente reproduzida e esclarecida.

RECLAMAÇÕES DOS CELESTES



Os mineiros têm razão quando reclamam dos impedimentos mal assinalados ainda no primeiro tempo. No entanto, ao meu modo de ver, não houve nenhuma falta dentro da área que justificasse a marcação da penalidade a favor do time comandado pelo taticamente competente e emocionalmente desequilibrado Cuca.

Nos lances que envolveram Thiago Ribeiro e Julio Cesar, não existe falta. No primeiro, o atacante cruzeirense se joga. No segundo, Julio espalma a bola e só depois se choca com Thiago, em um lance absolutamente comum.

Já na jogada que envolve William e Thiago Ribeiro, o beque foi preciso. Deu um toquinho na bola que acelerou o ritmo da mesma e Thiago Ribeiro, olhando para a o gol e ciente de que a redonda ainda estava em seus pés, chutou o ar e caiu.

domingo, 29 de novembro de 2009

Imparcialidade parcial

A maior torcida organizada do Brasil, conhecida como Gaviões da Fiel, surgiu em 1969 com vários ideais. Um deles era o propósito de discutir a política e a administração do Sport Club Corinthians Paulista e lutar contra a dinastia do então presidente corinthiano Wadih Helu.

Os Gaviões devem ser respeitados por toda sua história e representatividade. Claro que, como todas as "organizadas" do país, tem em seu currículo episódios de vandalismo e violência que devem ser repudiados e punidos. Mas não há como negar a importância desse grupo na vida do Corinthians e até de outras torcidas.

Um dos adjetivos que sempre caracterizaram os Gaviões é a independência. Tanto é que no site deles você encontra a frase: "Força INDEPENDENTE em prol do Grande Corinthians!".

Acontece que a tão falada independência dos Gaviões caiu por terra quando os mesmos aceitaram receber da cúpula do SCCP grande parte da renda do jogo entre Corinthians e Flamengo, que acontecerá hoje a tarde em Campinas. Outra parte da renda será destinada as organizadas Camisa 12 e Pavilhão 9.

A justificativa do Corinthians por essa "doação" é que as três organizadas possuem escolas de samba que no ano que vêm, por ser o ano do centenário corinthiano, homenagearão o Timão em seus desfiles. Para que o desfile fique bem feito e o Corinthians seja bem representado, a bondosa diretoria alvinegra resolveu ceder essa grana.

Agora pensem comigo: como os Gaviões e as outras organizadas irão protestar, cobrar e fiscalizar, se recebem ou receberam grana do Andrés Sanches? Existe independência assim? Penso que não. Tal ato, com toda a certeza, envergonha os idealizadores e fundadores dos Gaviões e todas as pessoas que ainda fazem parte desse grupo e que ainda respeitam os ideais da torcida.

Outro fator que também deve ser analisado é o ato do Corinthians repassar importante valor para a receita de um clube endividado, para terceiros. Se eu ou você resolvermos pintar as paredes de nossos quartos para homenagear o time, será que o Corinthians banca? Acho que não.

Ficou clara a tentativa de compra de silêncio por parte da diretoria corinthiana. E parece que as organizadas estão dispostas a colaborar. 

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A máscara de Andres

O tempo está passando e o presidente do Corinthians, Andres Sanches, demonstra cada vez mais a sua verdadeira face.

Eleito prometendo transparência, acabou com a ditadura de Alberto Dualib no clube.

Em seu mandato também foi instaurado um novo estatuto, que não permite mais a reeleição do presidente.

Tudo parecia ser bonito, mas ao mesmo tempo estranho e contraditório. Andres era da laia de Dualib e Nesi Curi, inclusive ocupando cargos importantes na diretoria. Como alguém que fazia parte dessa máfia, e que defendia com unhas e dentes a parceria com a MSI, de uma hora pra outra se tornou o Che Guevara do Parque São Jorge?

Outra dúvida: quando a MSI e o Corinthians firmaram a "parceria", muitos falavam que o alvinegro não teria como romper o contrato, pois para fazer isso teria um grande prejuízo. Como a MSI evaporou no ar assim, sem nada cobrar?

Andres assumiu a presidencia dizendo que havia herdado uma dívida de mais de R$100 milhões da administração passada. Hoje o Corinthians paga R$175 mil de salário para Souza, R$120 mil para Edno e, pasmem, R$150 mil para o Acosta.

De onde será que vem toda essa grana?

Será que a trupe de Kia - amigo pessoal de Andres - ainda lava dinheiro no Corinthians?

É tudo muito estranho.

Pra completar, na última semana Andrés nos brindou com uma celebre frase.

"Eu tenho 45 anos, não fiz curso superior, mas trabalho muito. Por isso, não tem ninguém neste clube que eu respeite mais do que Wadih Helu e Nesi Curi".

Ele disse isso no jantar comemorativo aos 99 anos de Corinthians.

Nesi foi expulso do clube pelo Conselho, juntamente com Alberto Dualib. Wadi Helu, foi um mandatário ditador que presidiu o clube por mais de 11 anos e não ganhou título algum. Foi derrubado pela ainda politizada Gaviões da Fiel, em meados da década de 70.

Só faltou Andres falar que também respeita o Dualib.

A máscara está caindo. O presidente do Timão está mostrando quem na verdade é. Em tempos de Luiz Gonzaga Beluzzo e de Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, notável e correto sociólogo que vai tentar desbancar a dinastia Teixeira no Peixe, concorrendo a presidencia santista no final do ano, somos obrigados a ver Andres Sanches dando entrevista bêbado ao programa "Pânico".

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Júlio César no Timão

Benjamin Back já havia postado no seu blog e agora foi a vez do Globoesporte.Com. Júlio César, destaque como lateral esquerdo do Goiás, interessa ao Corinthians.

O jogador pertence ao Cruzeiro e está emprestado aos esmeraldinos. A diretoria alvinegra já entrou em contato com os celestes, que estão dispostos a negocia-lo.

Se der certo, parece ser um grande reforço. Digo que parece, pois ele ainda não se destacou por um grande clube.

O atleta tem 26 anos e teve passagens, além de Gioás e Cruzeiro, pelo Bangu, América/RN, Flamengo, Marília e Náutico.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Hipocrisia não!

Na semana passada faleceu Idário, um dos jogadores que mais honraram a camisa do Corinthians. Dono de uma raça ímpar, vestiu a camisa alvinegra entre as décadas de 50 e 60 , em uma época romântica, onde poucos enriqueciam com o futebol.

Idário, que era lateral, se perpetuou pelo fato de enfrentar pontas habilidosos, como Canhoteiro, aos gritos de "pega Idário, pega Idário!", que vinham da arquibancada. Reza a lenda que ele inclusive escondia suas lesões para não perder a sua vaga no time.

Enfim, Idário morreu pobre e abandonado, sem filhos, na Praia Grande. Tinha mais de 80 anos e não possuia plano de saúde. A diretoria do Corinthians, ciente de sua situação, fez alguns depósitos para ajudá-lo. Somados, não passaram de R$ 3000,00. Ainda existe o agravante de o time ter sido patrocinado pela Medial, um dos maiores grupos de saúde privada desse país, e nem se prestou a negociar um plano para o seu ex atleta e ídolo imortal.

Para selar com chave de ouro seu show de ingratidão, Andrés Sanches negou o último pedido da família, que foi o de velar o corpo do ídolo nas dependências do clube. É lamentável, para não dizer outra coisa!

Indignado com essa situação, ontem me surpreendi com a faixa carregada pelos jogadores na entrada em campo para o trágico jogo contra o Goiás, que lembrava com saudosismo a morte de Idário. Com certeza essa ação foi orquestrada pela diretoria. Agora eu pergunto: Como pode alguém negar diversas ajudas a um ídolo, inclusive na hora de enterrá-lo, e depois empunhar uma faixa de dor pela sua passagem? Com certeza essa foi uma ação para jogar para a torcida, imprensa ou sei lá quem.

Hipocrisia não!

Essa não é a primeira vez que o Corinthians mal trata ou nega auxílio a quem ajudou a construir a sua história.

sábado, 12 de setembro de 2009

Assistam

Coloco a disposição de vocês o link do mini documentário "Aos 99 Anos do Timão", produzido por David Plassa, do site Track 13, e por Paulo Fabião. O vídeo foi gravado no dia 2 de setembro, quando Corinthians e Santos duelaram no Pacaembu pela 23ª rodada do Brasileirão, e traz relatos de Luis Ceara, Andrés Sanches e outros.

Paulo faz jornalismo comigo. É um exêmplo de garra e luta, pois mesmo sendo cadeirante, corre atrás de seus sonhos e ideais. Ele aparece ao lado de Luís Ceará e Elias nas gravações.

Para aqueles que não são corinthianos, não custa nada assistir, já que o vídeo é curto e bem feito. Para os que são, está emocionante.

Clique aqui para assistir o vídeo no You Tube.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Corinthians 2 X 1 Santos



O clássico do Pacaembu começou com muita vontade de ambas as equipes. Era correria de um lado, com o Souza perdendo a chance de abrir o placar logo no começo da partida, correria do outro, com a bola cruzada rasteira da direita, passando na frente de Kléber Pereira, sem que o mesmo pudesse alcançá-la.
O Corinthians entrou em campo com uma formação confusa. Felipe era o goleiro; Chicão, Paulo André e Balbuena formavam hora uma linha de três, hora uma linha de quatro, com Balbuena jogando na lateral-esquerda, improvisado, e Jucilei fechando como lateral-direito. Moradei protegia a defesa no meio de campo e liberava Elias, Jucilei e Boquita para criarem com a bola e marcarem sem ela. Jorge Henrique foi sacrificado pelo estranho - mas eficiente - esquema de Mano, hora jogando como ala-esquerdo, hora como terceiro atacante. Dentinho e Souza formaram o ataque.
Já o Santos entrou com Felipe; George Lucas, Fabão, Eli Sabiá e Léo. O meio era formado por Emerson e Rodrigo Mancha, como volantes, Robson - perdido dentro do esquema e consequentemente do campo - e Paulo Henrique na armação. Na frente estiveram Madson e Kléber Pereira.
A primeira etapa proseguiu e o jogo foi perdendo a intensidade. O Corinthians detinha as melhores chances e o Santos se arriscava nos contra-ataques. Marcante mesmo foi a cotovelada que Dentinho teria dado em Fabão, que o arbitro Guilherme Cereta não viu e sua omissão acabou causando confusão entre os jogadores.
No segundo tempo WL fez uma estranha substituição. Ele trocou o Mádson pelo Neymar. Ainda não entendo o motivo. Já o Corinthians voltou com a mesma formação e logo assustou o Peixe com um perigoso chute de Elias e ótima defesa do bom goleiro Felipe. Mas mesmo com o susto, quem abriu o placar foi o alvinegro da Vila Belmiro. Após falta desnecessária de Jucilei em Robson, George Lucas - que coloca a bola onde quer - cruzou na área e Eli Sabiá abriu o placar, aos 6 minutos. A bola ainda bateu no Chicão antes de cruzar a linha.
O Corinthians sentiu o gol, assim como o árbitro sentiu o peso do clássico. Assustado, marcava faltas inexistentes e deixava de marcar faltas claras. Mano, nervoso, foi expulso. E o Santos? Esse perdeu a chance de nocautear o atordoado dono da casa. Foram dez minutos de um Corinthians perdido e de um Santos inerte perante a sua própia vantagem.
O tempo passou, o Timão foi retomando as rédias do jogo e começou a pressionar. A entrada de Marcelo Oliveira no lugar de Moradei fez com que o Corinthians pressionasse, mesmo que de forma atrapalhada, pelo lado esquerdo do campo. Aos poucos a pressão foi aumentando, o gol amadurecendo, até que aos 34 minutos Bill, que entrou no lugar de Souza, empatou o jogo.
A partir daí a Fiel explodiu e o caldeirão do Pacaembu se fez valer. O Santos não tinha mais força para agredir e o Corinthians, mesmo perante a evidente deficiência técnica da maioria dos seus jogadores em campo, buscava o gol. Foi aí que após bela invertida de Elias para Balbuena, o jogador paraguaio cabeceou a bola para o meio e Chicão, o zagueiro artilheiro, a empurrou para o gol.
Festa no Pacaembu!
De maneira sofrida, aos 43 do segundo tempo, o Corinthians virou o jogo e encostou no G 4 do Brasileirão. Uma bela vitória para comemorar os 99 anos de história do clube da Zona Leste de São Paulo.
Já o Santos perdeu a oportunidade de levar importantissimos três pontos para o litoral.

NOTAS DO CLÁSSICO
- O repórter André Sanches, da Rádio CBN, confidenciou que Wanderley Luxemburgo conversava nervoso com alguns dirigentes do Santos após o jogo. Os gritos do treinador eram interrompidos por nervosas conversas ao celular. Não se sabe o motivo da irritação de Luxa.
- Desde pequeno não entendo porque Corinthians e Santos jogam os jogos entre si com uniformes tão parecidos. Fica difícil identificar os times quando o Corinthians joga com seu uniforme 1 e o Santos com o 2. Luxemburgo reclamou disso no intervalo da partida. Os árbitros deveriam se atentar para isso nos próximos jogos.
- O goleiro Felipe, do Santos, fez uma grande partida. Não entendo como ele estava encostado antes da chegada de WL, enquanto o péssimo Douglas ocupava a vaga de Fábio Costa.
- Defederico e Marcelo Mattos foram apresentados a torcida corinthiana ontem, no centro do gramado, no intervalo da partida.
- O contundido lateral-direito Alessandro, do Corinthians, esteve no Pacaembu e comemorou o gol de Chicão no alambrado.
- Chateado com os comentários de que estava fazendo corpo mole para conseguir aumento, Chicão não deu entrevista após o jogo do Pacaembu.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

São Paulo é acusado de roubar patrimônio público

O São Paulo foi denunciado no Ministério Público de São Paulo por roubo de patrimonio público.

A acusação se dá porque segundo o "Movimento Morumbi Total", associação de moradores do bairro e autores da ação, o Tricolor se apropriou indevidamente da área onde está constituido o estádio do Morumbi.

Na ação, o SPFC também é acusado de crimes ambientais e poluição sonora.

Veja abaixo o documento apresentado no MP de São Paulo, retirado do site Mídia Sem Média. Para vê-lo de maneira legivel, clique nas imagens.



É bom lembrar que outro grande clube de São Paulo, o Corinthians, também se apropriou de terras indevidas. A área onde hoje fica o estacionamento do clube, fazia parte da Marginal Tietê. A Prefeitura de São Paulo negocia uma solução desse caso com a diretoria alvinegra.

99 anos de paixão


Há 99 anos atrás, no Bom Retiro, operários, alfaiates, barbeiros, caixeiros mercadantes e outros trabalhadores humildes fundaram o Sport Club Corinthians Paulista. O nome foi dado em homenagem a um time inglês, o Corinthians FC, que havia excursionado no Brasil naquela época.

De lá para cá o Corinthians se tornou o time mais popular de São Paulo, com uma torcida apaixonada e que sempre acompanha o time onde ele estiver.

Neco, Baltazar, Luizinho, Basilio, Neto, Marcelinho Carioca...são jogadores que passaram pelo alvinegro do Parque São Jorge e cravaram seus nomes como ídolos imortais de uma nação.

Parabéns Corinthians!!!